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Inovação tecnológica em Portugal

Quem diz que Portugal não inova está muito enganado. Este artigo na Wired de Maio só veio confirmar as minhas suspeitas: Portugal está neste momento numa fase ascendente de inovação e produção tecnológica.

Neste caso foi a YDreams que desenvolveu uns binóculos turísticos com funcionalidades multimedia, capazes de apresentar informação associada, como se de uma pequena enciclopédia se tratassem. Neste momento, os binóculos estão disponível no Castelo de Pinhel, mas a empresa já planeia instalá-los na Grande Muralha da China.

Isto leva-me ainda mais a afirmar que a inovação não se faz com subsídios, nem se faz nos ministérios. A inovação faz-se nas empresas e nas pessoas, na criação de produtos reais com o objectivo legítimo da obtenção de lucro. A inovação faz-se de dentro para fora, criando em Portugal e vendendo também no resto do mundo. A inovação faz-se com partilha de conhecimentos. A inovação faz-se com boas condições de trabalho e incentivo à creatividade.

Por isso deixem-se de lamúrias e de apostar na mediocridade da força de trabalho. Portugal sabe inovar e tem boas ideias! Venham mais bons exemplos como este!

Technorati bubble , , ,

Comentários

Comentário de Andre Ribeirinho

Se o mercado é muito mais dinamico lá fora então está muito mais receptivo a receber o produto da inovação.

Em Portugal o problema não está em quem faz ou no que faz mas sim na capacidade do mercado em absorver os tais "produtos reais com o objectivo legítimo da obtenção de lucro".

Com empresa como a YDreams que consigam pensar "out-of-the-country" é possível criar empresas e produtos vencedores.

Comentário de Mário Lopes

Eu diria mais: em Portugal há excelentes criações e excelentes criadores.

Infelizmente o know-how gerado em projectos de Investigação e Desenvolvimento ou mesmo em criatividade pura é completamente desperdiçado. Há o I&D mas não há a invenção propriamente dita.

Nos EUA é mais fácil: existem milhentos venture capitalists à espera de receber uma boa ideia para ser financiada. Cá, contam-se pelos dedos de uma mão os venture capitalists. E os que existem nunca o são de forma "pura": há sempre uma garantia ou um fiador!

Por outro lado, o português tem claramente mais receio do risco. Uma expressão interessante de um venture capitalist de Silicon Valley, Guy Kawasaki, é precisamente que confia mais nos que já tentaram e falharam dos que nunca fizeram nada!

Haja coragem!

Comentário de Samuel

Obrigado pela parte que me toca... visto ter colaborado nesse projecto, na altura ainda aluno finalista do curso LEEC e a trabalhar para o centro de excelência UNINOVA... ;)

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